“Explorando os Arquétipos de Jung: Uma Fascinante Jornada Pela Mente Humana”

Ah, que desafio fascinante! Explorar o mundo intrigante dos arquétipos de Jung pode ser como se aventurar em uma selva repleta de caminhos entrelaçados. Jung realmente se superou em criar um labirinto de mais de 200 páginas! Mas vamos lá, vou compartilhar os pedaços que consegui decifrar dessa charada intelectual. Porém, não espere garantias absolutas nesse tema, pois a complexidade é de dar nó na cabeça!

Jung nos presenteia com a ideia de que existem tipos universais que estão dentro de cada um de nós, uma espécie de herança mental transmitida através das gerações. Não importa se você é de Marte ou da Terra, esses tipos primordiais estão lá, prontinhos para agir. É como se fossemos uma mistura de genes mentais de todos os nossos antepassados, é mole?

Vamos pegar o exemplo do herói. Ah, esse herói! Ele está por toda parte, em histórias de todos os cantos do mundo. Pode ser um Jedi sendo treinado por um mestre sábio para enfrentar o vilão Darth Vader, ou um gato de botas que enfrenta seu rival de infância após uma vida de treinamento nas ruas. Se olharmos bem, as histórias são quase idênticas, só mudam os personagens. Órfãos encontrando mestres sábios que os preparam para lutar contra o mal. É como se fosse um replay global.

Jung pesquisou histórias de todas as épocas e lugares, criou um mapa das semelhanças e deu a essas figuras comuns o nome de arquétipos. Tem uma coleção deles, viu? Tem o guerreiro, o sábio, o mago e por aí vai. Mas vou focar em três que me chamaram a atenção: Anima, Animus e Trickster.

A Anima é o arquétipo feminino, mas calma lá, não estou falando só das mulheres, não! Homens e mulheres têm ambos os arquétipos dentro de si. A Anima é sobre acolhimento, sensibilidade e empatia, é como um abraço caloroso da alma.

Já o Animus é o arquétipo masculino, o cara que manda, que raciocina, que domina as paradas. Ele é o planejador, o executor, o cara que faz acontecer!

E aí temos o Trickster, o brincalhão que adora nos levar pelo caminho errado. Ele faz o que nós não temos coragem de fazer. Lembra do filme “Curtindo a Vida Adoidado”? O Ferris Bueller convence os amigos a matar aula e curtir o dia ensolarado em um carro conversível. Esse é o Trickster em ação, sempre aprontando e criando memórias incríveis.

Aqui vai um segredo: todos nós temos um pouquinho desses arquétipos dentro de nós. Pode agradecer ao Trickster por todas as confusões que você já se meteu, e aos outros dois por te guiarem em momentos de acolhimento e realização.

Mas olha, a chave para a boa saúde mental é o equilíbrio,

“Interpretação de Sonhos na Psicanálise: A Discordância entre Freud e Jung e a Importância da Autoanálise”

Passei por uns 3 psicólogos diferentes. Não sei bem se caiu em desuso, pois nenhum psicólogo me perguntou sobre meus sonhos, mas, uma das coisas que mais me chamou a atenção quando comecei a estudar psicanálise foi justamente a interpretação de sonhos.

Até onde entendi, foi aí que começou a discordância entre Freud e Jung. Jung era discípulo de Freud, foram amigos por muito tempo. No entanto, as visões de ambos sobre os sonhos eram completamente diferentes, a ponto de não conseguirem se entender e terminarem por se separar de forma que hoje temos os psicanalistas “Junguianos” e “Freudianos”, entre outros.

Para Freud, os sonhos eram representações de desejos. Sempre indicavam algo que a pessoa queria realizar (desejo, punição, etc.).Também existe um conteúdo latente que é a semente que permite ao cérebro “gerar” o sonho.

O conteúdo manifesto é o mais óbvio, é a lembrança direta do que aconteceu no sonho. Por exemplo, você sonhou que estava andando a cavalo na praia. Este seria exatamente o conteúdo manifesto.

O conteúdo latente é que não fica claro no sonho e depende de interpretação. Se o cavalo estivesse correndo desenfreadamente na praia, isso poderia indicar que a pessoa tem uma vida regrada demais e que quer se deixar levar, quer se soltar mais e se sentir mais livre. Este seria um exemplo de conteúdo latente possível.

Nunca alguém vai conseguir interpretar seus sonhos de uma forma “matemática”. Não existe uma regra de sonhei “isso” por causa “daquilo”, que sirva para todo mundo. Apenas o sonhador tem todas as informações para a interpretação de seu sonho e, mesmo assim, a maior parte está inconsciente. A pessoa mais indicada para interpretar o sonho é o próprio sonhador. O psicanalista apenas auxilia no processo de introspecção.

A briga com Jung foi justamente neste ponto. Freud via o sonho como a realização de um desejo. Jung via o sonho como uma conversa com o inconsciente. Então, não necessariamente, o sonho seria somente um desejo, mas poderia simplesmente ser o inconsciente tentando te passar uma mensagem do que você poderia ou não querer fazer. Sonhos também pediram vir do inconsciente coletivo, tópico que realmente gerou desavenças entre Freud e Jung.

A diferença parece boba, mas foi suficiente pra criar duas linhas diferentes de psicanalistas.

Vou dar um exemplo de um sonho meu, inofensivo, mas que vai dar uma idéia de como funciona a interpretação.

Há, e uma coisa importante, tanto para Jung quanto Freud, tudo que acontece nos sonhos diz respeito EXCLUSIVAMENTE a VOCÊ. O personagem princpal É VOCÊ e tudo que eles fazem indicam coisas que VOCÊ gostaria de fazer mas que os filtros em sua mente impedem você se imagine fazendo; por isso, sua mente usa outras pessoas da sua vida para representar o que não pode ser representado por VOCÊ. O cenário do sonho e personagens, de acordo com Freud, são tirados de acontecimentos relevantes dos últimos 2 ou 3 dias do dia do sonho.

Nesta noite, acordei assustado, no meio da noite e anotei o sonho pois não fazia a mínima idéia nem de como começar a interpreta-lo (é… fico anotando sonhos agora, acabou virando um hobby 😴). Pedi ajuda para minha psicóloga e chegamos numa conclusão meio embaraçosa, mas que deu pra superar. Então, este foi um SONHO , não aconteceu de verdade:

“Eu moro em em uma cidade no Vale do Paraíba, perto do litoral norte de São Paulo. Estava com um parente doente e chamei uma de minhas irmãs para levar a pessoa doente comigo para uma cidade no litoral. Aí, sinto que peguei a pessoa, coloquei no carro e levei. Mas depois disso, havia um branco. O sonho passa para o dia seguinte e, no dia seguinte, as pessoas do escritório estavam me contando como eu havia levado a pessoa. Eles estavam me contando o que tinha acontecido, que tinha sido uma loucura, sair correndo e arrumar tudo, etc. Mas, eu, embora soubesse que tinha acontecido, não me lembrava de absolutamente nada do dia anterior, nem do que havia acontecido com o doente e nem como tinha voltado pra minha cidade. Foi uma amnésia de um dia, no meio do sonho.”

Vamos à interpretação: O ponto central do sonho foi esta amnésia. Foi justamente o fato de estar todo mundo me contando sobre o dia anterior e eu estar totalmente perdido na história do que havia acontecido. Então, este lapso de memória era o que mais me intrigava.

Aí, minha psicóloga começou a me explicar: Como o principais acontecimentos no sonho ream a amnésia e o doente, então, as duas pessoas estavam me representando. Eu realmente costumava ir muito para Caraguatatuba nesta época. O que eu ia fazer? Ver minha psicóloga. Então, o sonho estava me dizendo que EU era levado para Caraguá frequentemente e não conseguia ver nada acontecendo lá. Ou seja, a parte embaraçosa era justamente que eu estava demonstrando que não acreditava que as sessões de psicologia estavam funcionando.

Fiquei com a cara no chão pois meu inconsciente estava, na verdade, reclamando da terapia 🤣 Eu não acreditava nem via resultados na terapia. Ou seja, meu sonho foi um jeito de registrar uma reclamação 🤣

Mas tudo bem, acho que continuo com o pé nos dois barcos, um cético e outro buscador. Então, acho que cada vez mais estou vendo os benefícios da terapia. Se não estivesse, não estaria aqui escrevendo sobre isso 🥸

Bom, existem diversas outras fontes que discutem os sonhos. Eu só gostaria de ver as pessoas usando mais a interpretação de sonho nas sessões de terapia. No famoso “Livro Vermelho de Jung”, existem passagens incríveis. Pra mim, ele deveria estar meio “allto” se realmente aconteceu tudo que ele diz em seu livro. Meu objetivo seria ter sonhos com 10% da clareza que Jung tinha… Ele não só sonhava, mas tinha um Netflix de sonhos, sonhos em série continuavam a cada noite. Ele conseguia conversar com os personagens de seus sonhos, ou seja, tinha acesso direto ao seu próprio inconsciente pra perguntar o que quisesse. Conseguia fazer debates dentro do sonho. Eu mal consigo colocar meu sonho em um parágrafo, Jung escrevia 10 páginas de detalhes de um único sonho!!! Bom, um dia eu chego lá.

Se você é uma daquelas pessoas que dizem que não sonham, saiba que isso é quase impossível. Você deve ter de 4 a 7 sonhos todas as noites. No entanto, sim, pode ser que você nunca se lembre de qualquer um deles. Uma dica que achei interessante foi a de fazer uma oraçãozinha pra você mesmo antes de dormir, pedindo para: sonhar, ver, sentir e escutar, além de lembrar tudo quando acordar. (A intenção não era rimar, mas deu certo 🤪).

Outra dica, ainda mais efetiva, é tomar um ou dois copos de água antes de dormir. Isso vai acabar te fazendo acordar no meio da noite pra ir ao banheiro e, quando acordar, vai se lembrar do sonho que estava tendo um pouco antes. Confesso que usei esta técnica várias vezes quando estava mais interessado em anotar meus sonhos 😊.

E, por último, sempre anote o sonho assim que acordar. Não pense que seu sonho foi tão incrível que vai lembrar pro resto da vida que, de verdade, vai começar a esquecer enquanto ainda está escrevendo. Precisa ser muito rápido pra anotar enquanto ainda lembra. O curto tempo entre sair da cama e ir pro banheiro já é suficiente pra esquecer do sonho inteiro. Seja rápido e BONS SONHOS 😴

“Sincronicidade: Desvendando o Mistério das Coincidências Significativas e Fascinantes”

OK, hoje não estou com muita cabeça pra pensar muito nem chegar a conclusões. Então, vou falar sobre a coisa menos conclusiva que conheço e mesmo assim, um dos assuntos mais interessantes sobre o qual já li.

Como comentei no último post, estudei este conceito mais a fundo nos livros do Jung. Até já havia escutado a palavra sincronicidade em um curso de meditação, mas nunca soube muito bem do que estavam falando, até ler o livrinho de Jung específico sobre o assunto.

Engraçado que algumas vezes vejo o pessoal comentando que Jung provou que existia a sincronicidade. Na realidade, não é bem assim. O que ele mostrou foi que existem sequências de eventos tão estranhas e tão raras, que merecem ser estudadas no futuro, quando novas tecnologias permitirem o seu estudo.

Acho que o maior problema da psicanálise é justamente a falta de instrumentos científicos. E talvez nunca venham a existir. Como seria possível olhar dentro do inconsciente da pessoa e ver se a pessoa realmente quer dizer o que está contando? Como avaliar o grau de felicidade exato de uma pessoa e comparar com o de outra? Como saber se a pessoa teve alguma ajuda do Universo quando ganhou a Mega-Sena? Tudo isso hoje é “medido” através de escalas em que o próprio assunto de estudo se avalia e expressa seu sentimento. Ou seja, extremamente subjetivo e ambíguo.

A Sincronicidade é mais uma destas coisas malucas que a gente pode dizer : “Não acredito em fantasmas, mas que eles existem, existem!”.

Então, o modelo básico que Jung tentou descrever foi que determinadas “coincidências” são tão raras, mas tão raras que precisam ter algum significado.

Por exemplo, e o exemplo precisa ser longo mesmo pra que cada probabilidade seja multiplicada e aí apareça a improbabilidade do fato:

Tudo começa com você sem dinheiro e precisando pagar uma cirurgia caríssima pra sua mãe. Você está amargurado pois não tem de onde tirar o dinheiro. Aí, aparece o seu amigo e te pede dinheiro emprestado… Você está quebrado, mas, mesmo assim, resolve ajudar e empresta o dinheiro pra ele. Seu amigo usa o dinheiro pra pagar o que deve no bar da esquina; o dono do bar não tinha troco e perguntou se ele queria receber o troco em balinhas, ele aceitou. No dia seguinte, seu amigo foi na casa da namorada e levou as balinhas para o irmãzinho dela. O menininho tinha ido na semana anterior na casa do avô e tinha ganhado um bilhete de loteria como pagamento por cortar a grama do quintal. O menininho ficou tão alegre com as balinhas que te deu um abraço e te “pagou” as balinhas com o bilhete que tinha ganhado. Aí, quando seu amigo estava voltando pra casa, te viu e veio bater papo. Contou pra você das balinhas e do bilhete de loteria. E disse: “Bom, já que me pagaram com este bilhete, está aqui, fica com ele, um adiantamento do que me emprestou ontem!”. Te deu o bilhete e saiu dando risada. Na manhã seguinte acontece o sorteio e você descobre que o bilhete foi premiado!!! Você ficou milionário!!! Já pode pagar, sem esforço, a cirurgia da sua mãe…

A probabilidade de todos estes eventos acontecerem para trazer o bilhete de loteria premiado para a sua mão é tão infinitesimal, que muitos diriam que seria impossível. Mas, acontece. Este é o tipo de coincidência que impressionou tanto Jung que fez com que ele incluísse o assunto em sua obra. Seria o Universo se comunicando ou apenas aleatoriedade? Não temos ferramentas para afirmar nem um nem outro, vale o que você gostar mais 🙃

Agora, acho que Jung nem teria falado sobre isso se não fosse por causa de Joseph Banks Rhine. Rhine foi o primeiro a tentar usar o método científico para estudar o Paranormal.

Pois é, agora vocês acreditam que o Jung era meio hippie né 😁. Bom, a pesquisa que inspirou tudo foi uma daquelas que dariam um filme. Rhine fazia experimentos com universitários. Neste caso específico, queria testar a percepção extra-sensorial dos estudantes. Pegou um deck de cartas e os universitários tinham de adivinhar qual seria a figura que estaria na carta retirada do topo do monte de cartas. Calculou a probabilidade de acerto, e a maioria dos estudantes acertou/errou de acordo com o esperado.

Ele continuou com os experimentos até achar a um estudante que havia acertado mais de 90% das cartas tiradas do baralho. A probabilidade disso acontecer era tão pequena que poderia ser considerada impossível. Este resultado, por si só, já seria impressionante. Mas o experimento continuou…

Acharam que o estudante poderia estar recebendo alguma dica da pessoa que estava tirando as cartas do monte. Então, colocaram os dois em salas separadas… índice de acerto ainda superior a 90%.

Pensaram: “Vai que é a distância, ele está captando algum tique da pessoa na frente dele ou algo assim”. Fizeram um teste por telefone, a dezenas de quilômetros de distância… índice de mais de 90% de acerto.

Testaram o fator tempo, pediram pro estudante adivinhar qual cartas seriam tiradas do deck no dia seguinte. Mais de 90% de acerto.

E continuaram com muitos outros cenários. Quem se interessar pode dar uma olhadinha no livrinho de Sincronicidade ou procurar pelo experimento de Rhine na internet.

Dá pra chamar isso de científico? A metodologia foi bem detalhada, bem descritiva, reportada de forma acurada. No entanto, ninguém nunca conseguiu dizer como o estudante conseguiu acertar tanto e nem replicar o experimento com outra pessoa. De qualquer forma, isso impressionou tanto Jung que o motivou a abordar o tema da Sincronicidade.

Como eu disse, ele não provou nada. Não tem como dizer que a sincronicidade existe ou não. Na maioria das vezes, você acaba vendo a sincronicidade somente após o fato. Naquela hora que você olha pra tudo que aconteceu na sua vida e tem aquela sacada: Hummm, foi por issso !!

Eu era extremamente cético quanto a este tema, mas tenho percebido tanta sincronicidade na minha vida, que já não sei mais o que pensar a respeito.

O post de hoje vai terminar meio no “ar” mesmo. Eu realmente não tenho nada de concreto pra defender ou não a sincronicidade, mas posso dizer que ela dá uma história sensacional, daquelas que dá frio na barriga quando alguém te conta 🫢. Como eu disse pra vocês no começo, “Eu não acredito em fantasmas, mas que eles existem, existem 👻!!”.

Equilibrando Individualidade e União nos Relacionamentos: Por que Isso é Importante

Bem, está na hora de trazer mais estrutura para minha vida. Escrever às 2h da manhã não está funcionando. Costumava acordar cedo, às 6h, para levar minha filha à escola. Escrever às 2h e acordar às 6h não é sustentável.

Vou tentar escrever enquanto espero a chegada do jantar. Minha filha me viciou em Poke e acabei de pedir pelo iFood. Vou tentar terminar tudo antes da comida chegar. Vamos adicionar um pouco de emoção e correr contra o tempo.

Sobre relacionamentos, confesso que não li muito sobre o assunto. Minha principal fonte de informação é o canal do Marcos Lacerda no YouTube. Ele tem muitas respostas… Recomendo dar uma olhada no canal dele! 👍o Nós da questão

Agora, vamos ao tema do post. Parece que existe uma ideia social de como um relacionamento deve ser. As gerações mais jovens não se adaptam bem a esse padrão, e muitas coisas estão acontecendo, deixando os pais confusos. Não vou falar sobre os novos tipos de amor que surgem. Vou me concentrar apenas na ideia básica de que “quando duas pessoas estão em um relacionamento, seja namoro ou casamento, elas se tornam uma só”.

Tudo que tenho visto indica que essa é a pior coisa que pode acontecer em um relacionamento. A ideia de que duas vidas se fundem em uma, focando apenas no casal, leva a fazer tudo juntos e o “eu” desaparece nas frases, substituído pelo “nós”.

Esse tipo de relacionamento se desgasta com o tempo. As pessoas pensam que estarão em um relacionamento para sempre e que não precisarão de mais ninguém além da família.

Há vários problemas com essa ideia. Geralmente, ela vem do medo da solidão. Se a ideia é ter alguém para cuidar de você (e vice-versa) pelo resto da vida e evitar a solidão, isso não funciona, pois só serve para uma pessoa. Nesse modelo, o casal inevitavelmente se separará, e um dos parceiros ficará sozinho. Mesmo que passem a vida toda juntos, um deles morrerá antes do outro. Então, o que restar enfrentará uma velhice extremamente solitária. Estarão sozinhos em uma idade em que fazer novas conexões se torna mais desafiador, especialmente devido às limitações físicas impostas pela idade avançada. Nessa perspectiva, um relacionamento exclusivo e fechado apenas para os membros da família acaba sendo egoísta. Então, como evitar uma velhice solitária?

Cultivando uma vida própria e tendo muitos amigos.

Em outras palavras, para um relacionamento dar certo, ambos precisam continuar com suas vidas individuais e acrescentar a vida em comum. Cada um mantém seus amigos e também faz novas amizades com o círculo de amizades do parceiro ou parceira.

O mais importante é que a vida do casal permaneça saudável, sem que um anule a personalidade do outro. Por exemplo, se um gosta de pescar e o outro não, está tudo bem. Um pode ir pescar com os amigos, enquanto o outro vai ao teatro com os amigos. Ambos ficam felizes e também aproveitam momentos juntos, como tomar um caldo quente em uma noite fria, assistindo a uma série na Netflix.

==== O jantar chegou, exatamente 30 minutos depois que comecei a escrever… Vamos ver se consigo ser mais rápido amanhã 🤣 ===

Cada pessoa pode ter gostos diferentes. O problema de se tornar um casal fechado é que isso sempre resulta em uma exclusão de gostos. Por exemplo, se eu gosto de pescar e minha parceira não gosta, essa atividade é excluída da vida dos dois. Essa situação acaba minando o relacionamento aos poucos, até o ponto em que ambos não se conhecem mais como indivíduos. Sem terem uma personalidade própria, acabam se tornando desinteressantes.

Portanto, aqui está uma dica: apoie seu parceiro(a) a permanecer um indivíduo. Afinal, você se apaixonou pela pessoa que ele(a) era. Tentar transformá-la artificialmente em um espelho de você mesmo(a) fará com que a pessoa por quem você se apaixonou deixe de existir.

Isso sem contar os traumas que ficarão abertos e cutucando o relacionamento por qualquer coisa boba. Afinal, você “abriu mão de seu sonho por ela(e)”. Como que ela(e) não pode nem me ajudar a lavar as louças. Falamos de este tipo de trauma mais adiante, na sessão de psicanálise.

Revelando o Poder do Propósito: Explorando a Conexão entre o Ego e o Cumprimento da Missão de Vida

Hoje foi um dia bem cansativo… no fim de uma semana muuuito cansativa… já fazia tempo que não praticava muitos exercícios físicos, e aí o médico te diz que precisa perder 10 kg… Então, esta semana foi a primeira de muitas, comendo pouco, correndo muito e praticando muita yoga, pelo menos até alcançar o peso ideal.

Bom, para usar uma dessas frases clichês da internet: disciplina é fazer constantemente o que você não quer. Então, hoje é dia de escrever mesmo com vontade de ir dormir 😴

Ontem mesmo disse que postaria algo novo todos os dias e hoje já estava querendo ir para a cama mais cedo. Massss, já passa da meia-noite e ainda estou aqui, então o negócio é escrever um pouco.

Uma coisa que parece ser bem comum entre a maioria das filosofias espiritualistas é o Propósito. O primeiro contato que tive com essas teorias foi lendo Jung. Apesar de Freud ser o pai da psicanálise e seus textos serem muuuuito melhor estruturados e mais didáticos do que os de Jung, ainda acho a visão de Jung mais ampla. Ler os textos de Jung é quase uma tortura, ele dá trinta mil voltas antes de chegar à conclusão e, mesmo assim, a conclusão é aberta a interpretações. Ainda assim, nas últimas 30 linhas de cada texto, ele sempre traz algum insight maluco, daqueles que mudam tudo.

Bom, voltando ao Propósito, hoje estou lendo um livro chamado “Propósito, a coragem de ser quem somos”, de Sri Prem Baba. Citei Jung porque a ideia de propósito dos dois é muito parecida. Em linhas gerais, existem pessoas que acreditam que tudo no universo é aleatório e que estamos aqui apenas de passagem e vamos voltar para o nada quando morrermos. Para mim, é uma possibilidade tão válida quanto qualquer outra.

Agora, achar que viemos do nada e vamos voltar para o nada é meio deprimente. Então, tendo a achar mais reconfortante a teoria de que estamos neste mundo por um motivo, um Propósito. No caso deste livro, o autor define o Ego como sendo sua encarnação e sua vida na Terra. E seu propósito é o que fez com que seu espírito quisesse encarnar e passar um tempinho aqui na Terra.

Neste caso, o Ego seria a força motriz que te faz sobreviver em nosso mundo. Seu objetivo principal é a sobrevivência e acumular recursos para que seu propósito possa ser realizado. Então, é o Ego que te faz guardar bem escondidos todos os seus traumas de infância, ele que te ajusta à viver em sociedade, te faz trabalhar, ganhar dinheiro, conquistar autonomia e te tornar um adulto produtivo.

Os problemas começam a aparecer quando as pessoas começam a viver em função do Ego e esquecem de seu Propósito. Assim, começa uma batalha interna em que seu inconsciente quer que você “salve as baleias”, mas seu Ego quer que você se torne um “day-trader de bolsa de valores”.

Quando essas duas vertentes se desalinham de forma significativa, aparece a depressão. A melhor definição que ouvi sobre depressão veio do ator Jim Carrey, algo mais ou menos assim: A depressão é o seu corpo te dizendo que cansou de viver a vida daquele personagem que não foi criado por você.

Realmente, é quando você começa a perceber que nada daquilo que você fez na tua vida foi feito para você, mas sim para os seus pais, amigos e professores (representando a sociedade em geral), que colocaram na sua cabeça que era o certo a ser feito.

Algumas pessoas vão viver pelo Ego a vida inteira. Outras vão ter a famosa Expansão de Consciência. Quando a pessoa começa a questionar o porquê de tudo em sua vida. Não é fácil, na realidade, é extremamente difícil, principalmente se sua vida tem tudo que todo mundo disse que precisava ter. Família feliz, filhos, bom emprego. Como olhar para tudo isso e ainda se sentir vazio por dentro? É quase como se fosse uma pitada de ingratidão por tudo e todos que estiveram na sua vida até agora.

Mesmo assim, viver esse personagem, a menos que você tenha a sorte dele estar alinhado com seu Propósito, vai te deixar com aquele sentimento de vazio e solidão.

Assim descrevemos o problema. Acho que já deixei todo mundo deprimido o suficiente. Agora digo que o Propósito não é algo que alguém vai te atribuir. Isso é algo que você precisa se lembrar. Lembrar do motivo pelo qual decidiu viver essa experiência no planeta Terra.

Para se lembrar, parece quase um consenso que todo mundo ainda lembra de seu propósito nos primeiros sete anos de vida. Nesse período, se perguntar para qualquer criança o que ela quer ser, ela te diz de primeira. Quer ser bombeiro, quer ser dançarina, quer ser cientista, etc. É o período em que o Ego ainda não começou a criar seus mecanismos de sobrevivência e a pessoinha ainda sente que pode fazer o que sentir vontade; ou seja, pode realizar seu Propósito. Então, seria o equivalente a perguntar pra você hoje algo como: Você acabou de ganhar na loteria e, de bônus, recebeu uma pílula que cura e previne todas as doenças além te dar superpoderes que não deixam ninguém te machucar; O que faria? Sem se preocupar em ganhar dinheiro, um mundo sem violência e nem doenças para se preocupar, o que escolheria fazer?

A resposta para essa pergunta é o seu Propósito. Descascando todos os seus traumas e necessidades de sobrevivência, você encontra seu propósito. Claro que não é fácil de descobrir se você nunca pensou nisso antes. Mas o Universo sempre te dá algumas dicas.

Já parou para pensar no porquê das pessoas te procurarem? O que elas costumam te perguntar? Será que seria algo do tipo: “Você acha que eu conseguiria ser uma boa dançarina?”, mesmo você sendo analista de bolsa de valores? Ou “Qual seria um bom ponto para acampar na Serra da Mantiqueira?”, mesmo você sendo um gerente de produção de automóveis.

Perguntas assim não surgem do nada. Claramente, você se interessa por esses assuntos fora do seu expediente de trabalho. Você é uma referência sobre assuntos diversos, a ponto das pessoas perceberem e virem até você para te perguntar a respeito. Essas já são excelentes dicas para encontrar seu Propósito. As pessoas já perceberam antes de você.

Além disso, tem a danada da sincronicidade. Vou explicar isso melhor em outro texto, mas, resumidamente, são todas as “coincidências” inexplicáveis que acontecem e te levam por um determinado caminho sem você nem perceber. Por exemplo, quando você está com muita vontade de ir assistir a um musical no teatro, mas está sem dinheiro. “Do nada”, você resolve ir no bingo da igreja e acaba ganhando ingressos para ver o musical que você queria. Jung escreveu um livrinho bem curtinho sobre sincronicidade, tentou até dar algumas explicações matemáticas para isso. No final, a única conclusão era mesmo que não havia explicação. São eventos tão raros e improváveis de acontecer que precisam significar alguma coisa. Essa alguma coisa poderia ser te direcionar para o seu propósito.

Bom, por hoje é só. Acho que meu propósito agora é ir para a cama e tentar dormir. Ultimamente, acordo sem ter a mínima ideia de como serão meus próximos dias, meses ou anos. A vida regrada e programada acaba com o fator de aleatoriedade que é fundamental para a sincronicidade acontecer. Se você programa sua semana e segue à risca, de acordo com o planejado, deixa pouquíssima margem para que a vida aconteça. Então, de vez em quando, confie no Universo. Deixe um espaço vazio em sua agenda, vá passear no parque ou assistir a um filme no cinema durante o dia, no meio da semana. Permita que a aleatoriedade traga a sincronicidade para sua vida. Quem sabe assim, você receba mais dicas para encontrar o seu Propósito.

Explorando a Psicanálise: Desvendando os Mistérios da Mente e a Busca pela Felicidade

Quando comecei este blog, estava com a ideia megalomaníaca de que iria resolver o problema da felicidade. Eu não estava feliz, não achava que a terapia estava funcionando e decidi começar a ler tudo que podia sobre o tema para, de fato, resolver, de uma vez por todas, a questão. Nem preciso dizer que “de cada pena que eu puxava, saía uma galinha inteira”. Agora, vou recomeçar o blog, mas vou focar apenas em contribuir com minhas percepções sobre tudo que li até agora. Não faço ideia se estou falando alguma besteira, sintam-se à vontade para corrigir qualquer coisa, mas, a partir de agora, vou apenas escrever. Todos os dias quero postar algo novo, quero organizar minhas ideias e, de certa forma, me fazer feliz apenas escrevendo, sem me preocupar com referências ou formalidades, apenas escrevendo…

Sempre estive muito acostumado com problemas exatos. Quando apresentava uma tese, de qualquer assunto profissional ou acadêmico, ela precisava ser sólida e, na grande maioria das vezes, irrefutável. O conceito precisava estar correto, o modelo seria fechado e a prova matemática tinha que confirmar o modelo. Um trabalho bom, para mim, seria questionado somente quando alguma tecnologia nova fosse inventada ou algum lampejo de genialidade em algum lugar do mundo conseguisse mudar as bases de onde saíram os conceitos iniciais da tese. Fora isso, não tinha muita conversa, aquilo era aquilo e ponto final.

Aí me aparece essa tal de psicanálise. Já quebro a cara ao perceber que praticamente tudo é baseado em estudos empíricos. Uma das primeiras coisas que Freud diz em seus estudos do inconsciente é que a psicanálise tenta cobrir um vácuo da psicologia. Os métodos científicos da psicologia avançam e conseguem mostrar as interconexões do cérebro quando um paciente está sentindo esta ou aquela emoção. Mas, é uma informação com pouca utilidade prática em consultório. Mais ou menos assim, conseguimos colocar um paciente deprimido em um “scanner” cerebral e identificar quais áreas ficam ativas quando essa pessoa tem uma crise de ansiedade. Por mais legal que essa informação seja, não é como se tivéssemos algum mecanismo para entrar no cérebro daquela pessoa e desligar a parte do cérebro que está ativa. Não dá para “mecanicamente” acabar com a crise de ansiedade da pessoa.

A psicanálise aparece como uma forma de analisar o inconsciente, as experiências e traumas do paciente, com o objetivo de criar uma conexão entre acontecimentos passados que influenciam os problemas atuais. Conversando, aprende-se sobre abusos que a pessoa pode ter sofrido, crenças limitantes impostas pelos pais ou pela escola, entre outras coisas. Assim, ao expandir a consciência dessa pessoa sobre a própria vida, previne-se e até pode-se até curar sintomas como uma crise de ansiedade. Agora, como fazemos tudo isso? Conversando… cada pessoa apresenta sintomas diferentes, com passados completamente diferentes, que não têm, necessariamente, qualquer referência em comum, e praticamente nada disso tudo pode ser medido ou comprovado cientificamente. No entanto, pode-se comprovar estatisticamente que os pacientes que se tratam com psicanálise melhoram.

Então, temos métodos e equipamentos científicos que mostram um monte de coisas, mas que não resolvem o problema prático de curar o paciente. E temos um conjunto de observações clínicas que praticamente não tem nem como ser analisado cientificamente, mas que, comprovadamente, fazem os pacientes melhorarem e até se curarem.

Acho que o que me fascinou nessa história toda é justamente que ela derruba tudo que eu via como ciência. Entrar nos estudos de psicanálise significa entrar num ambiente onde uma pessoa (por exemplo, Freud) escreve um monte de coisas sobre como acha que algo acontece. Aí vem outra pessoa (por exemplo, Jung) que briga com a primeira e diz que as coisas não são bem assim. Os dois conseguem estar certos e errados ao mesmo tempo. Na realidade, o que fizeram foi mostrar os casos de sucesso que tiveram através de seus respectivos métodos. E o mais legal de tudo é que, com certeza, ainda pode aparecer uma terceira pessoa que vai dizer que os dois anteriores estavam errados e que o método dela é diferente. E isso não tem fim. Pois, desde que o método funcione e os pacientes melhorem, o trabalho está feito.

Com este post, vamos dar um novo começo a este blog. Vai ser cheio de paradoxos, confusão e coisas que não fazem muito sentido, mas dão certo. Com isso, vamos ver onde vou chegar. Se não der para explicar, pelo menos vou tentar confundir 😁.

Alcançando a Felicidade Duradoura: O Caminho para o Bem-Estar Mental

Não sou psicólogo nem tão pouco psicanalista, mas sou extremamente curioso. Durante os quase dois anos em que enfrentei a depressão, cheguei a pensar que meu caso era terrivelmente único e que ninguém, exceto eu mesmo, seria capaz de resolvê-lo (sim, talvez tenha sido um pouco arrogante da minha parte, mas eu estava profundamente deprimido e desanimado, então, espero que relevem 😊).

Inicialmente, busquei ler tudo o que podia sobre felicidade, incluindo o método de Harvard para ser feliz, a Hipótese da Felicidade entre outros. Essas leituras me mostraram que o grande problema que eu enfrentava não me tornava único de forma alguma. Na verdade, com base em alguns testes científicos para determinar o nível de depressão das pessoas, acho que mais de 90% da população mundial tenha, no mínimo, um nível leve de depressão.

A parte positiva dessa jornada de aprendizado foi que descobri várias formas diferentes de alcançar a felicidade. Minha interpretação do que li é mais ou menos assim: A felicidade está no próprio processo de busca para encontrar a felicidade (sim, é redundante e recursivo). Não é possível ser feliz o tempo todo pois a felicidade não é um objetivo que se alcança. Na verdade, a felicidade surge na busca e não o fim.

Para tornar as coisas mais claras, vamos usar um exemplo. Digamos que você goste de dançar. A primeira coisa que deseja é praticar e dançar o máximo possível. Ao frequentar locais de prática, encontrará pessoas com gostos parecidos aos seus e se sentirá parte daquele grupo. Ao estabelecer conexões com seus colegas, essas amizades poderão perdurar por toda vida. Com prática e dedicação, você pode até ser convidado para uma exibição de dança ou para dar uma palestra sobre seu estilo musical; isso lhe trará reconhecimento e admiração. E, à medida que se anima e pratica mais ainda, você melhora e esse ciclo virtuoso se repete.

Então, nesse exemplo, quando a pessoa estava feliz? Será que foi durante a apresentação do espetáculo? Na palestra? Na verdade, sim, todos esses momentos são felizes mas não são duradouros. A palestra vai terminar, o estilo que você conhece vai sair de moda e é bem provável que uma hora você deixe de estar em evidência. Estes são pontos de ápice, momentos super felizes. No entanto, a felicidade duradoura está no convívio com seus colegas de dança e na prática contínua de dançar, na satisfação de aprender algo novo, independentemente do estilo.

A felicidade duradoura provém do processo e não do resultado. Portanto, se essa pessoa, de repente, decidisse que já atingiu o auge, que após uma apresentação de dança para uma platéia de duas mil pessoas, já não teria mais o que fazer na dança. Neste caso, poderia se aposentar e parar de dançar. A felicidade gradualmente se dissiparia até desaparecer.

Portanto, pouco importa se o espetáculo foi bom ou ruim. Você estava lá pois amava dançar, não porque queria se exibir para alguém. No dia seguinte, voltará a fazer o que mais gosta, dançar, encontrar seus amigos, rir e ser feliz.

Concluindo, a felicidade está no processo, não apenas no resultado.

Passo 2 : A Fórmula da Felicidade

Um dos assuntos mais interessantes e práticos que encontrei em minhas leituras é a fórmula da felicidade. Está fórmula é discutida em dois dos livros que lí, “The Happiness Hypothesis” e “Authentic Happiness”. Para quem se interessar e quiser prender mais sobre o assunto, recomendo o “Authentic Happiness” pois é onde o autor se aprofunda mais no tema.

A fórmula aparece através de uma série de experimentos da área de psicologia positiva. Não vou entrar em detalhes sobre os experimentos ou teria de escrever meu próprio livro. No entanto, de forma simplificada, o obesity da fórmula é o seguinte :

Felicidade = Genética + Virtudes + Contexto

A parte Genética, que é recebida de seus pais biológicos, infelizmente ou felizmente, representa apenas cerca de 15% da sua felicidade. O restante é dividido quase igualmente entre as suas virtudes e o contexto onde está inserido.

Assim, fica bastante claro que o ambiente externo é o maior responsável pelo seu nível geral de felicidade. Vamos começar pelo Contexto pois é mais simples de dar exemplos relacionados ao seu dia-a-dia.

O Contexto é o ambiente onde você vive, trabalha e interage com seus amigos e familiares. É bastante simples identificar algumas formas de aumentar o seu nível de felicidade alterando o contexto da sua vida. Aqui vão alguns exemplos:

  • Localização : Todo bom corretor de imóveis é craque neste ítem. Escolhendo bem a localização da sua casa, você pode diminuir a distância para o seu trabalho, diminuir sua exposição ao trânsito infernal das grandes cidades; escolher o home-office permite que você trabalhe de frente para a praia ou para as montanhas; aumentar o seu tempo com sua família e curtir mais os amigos.
  • Relacionamentos : Cultivar bons relacionamentos é crítico para aumentar seu nível de felicidade. Participar de times esportivos ou de agremiações amigáveis, tais como clubes de leitura, grupos de escoteiros, amigos do futebol, etc. é fundamental para criar um ambiente saudável. Tais associações trazem emoções diversas, fortalecem o senso de camaradagem, de pertencimento e afastam o sentimento de solidão e tristeza.
  • ‘Trabalho: Aparentemente, qualquer trabalho é válido. O importante é como a pessoa lida com seus afazeres do dia-a-dia. Nas pesquisas relacionadas ao trabalho, são definidas três categorias: Vocação, Carreira e ganha-pão. Qualquer trabalho pode ser classificado em uma destas categorias, dependendo de como a pessoa vê seu trabalho.
    • Ganha-Pão : Esta categoria não traz muita satisfação pessoal aos trabalhadores. Seria um tipo de trabalho que as pessoas realizam apenas para se sustentar até encontrar sua vocação. Muitas pessoas até ficam nesta realidade por muitos anos pois vêem o trabalho apenas como uma forma de manterem seu padrão de vida, suas atividades extras, tais como hobbies e viagens. Aqui seria enquadrado aquele médico que fica jogando paciência no celular enquanto os pacientes estão esperando em salas super lotadas; ou, aquele profissional do mercado financeiro que vende qualquer papel porcaria para seus clientes, apenas para garantir seu bônus de final de ano. Estar num trabalho desta categoria não é necessariamente ruim, desde que a pessoa tenha uma vida social e familiar que lhe permita viver uma vida feliz fora do trabalho. Claro, não vou discutir aqui de ética profissional, vamos focar apenas no nível de felicidade dos indivíduos.
    • Carreira Um bom plano de carreira mantêm as pessoas ocupadas e felizes. Quando uma pessoa busca uma carreira, ela trabalha antecipando um futuro melhor. Como existe um objetivo maior em jogo, tal como um cargo de chefia ou prêmio, as pessoas não se importam em trabalhar mais para terem melhores chances de galgar à posição almejada. Assim, empresas com habilidades humanísticas conseguem montar um ambiente de competição saudável de forma a tornar seus funcionários mais efetivos. Se bem feito, consegue deixar a empresa e os funcionários felizes.
    • Vocação: Aqui estão os trabalhadores mais felizes. Uma vocação permite que a pessoa use todas as suas habilidades principais diariamente, para trazer resultados que impactam toda a sociedade. Por exemplo: podemos ver um catador de lixo que se vê como uma peça fundamental para manter a cidade limpa e ajudar na preservação do meio-ambiente; ou, uma professora que se vê como a principal heroína, capaz de dar um futuro brilhante aos seus alunos. Nesta categoria, os profissionais costumam perder a noção de tempo, são mais produtivos e felizes.

Bom, a boa notícia aqui é que existe muita mobilidade entre estas categorias. Como disse, basta uma mudança de perspectiva para que um trabalho deixe de ser ganha-pão e torne-se uma vocação. O contrário também é verdade.

Para terminarmos a parte de Contexto, vale lembrar apenas que o Contexto é importante, mas ele é amenizado pelo fenômeno da acomodação. A Acomodação acontece quando a sua vida fica estável demais. Pode ser pra melhor ou pior, nos dois casos, o nível geral de felicidade pode oscilar significativamente para cima (ganhou na loteria ou acabou de se casar…) ou para baixo (sofreu a perda de um ente querido ou acabou de perder o emprego…) nas primeiras semanas ou meses, voltando ao seu nível médio de felicidade logo em seguida. Assume que você se acostuma ao seu novo contexto.

Agora vamos às Virtudes. Vou acabar criando um artigo para cada uma das virtudes mais adiante. Por agora, vamos apenas lista-las e dizer como foram catalogadas. Foi realizada uma pesquisa em diversos documentos advindos de diversas sociedades e organizações humanas em diferentes localidades e tempos históricos. Entre todos os documentos foram pegos apenas o que existia comum a todos. Embora algumas sociedades tivessem centenas de virtudes a mais do que outras, apenas estas seis foram encontradas em todas:

  • Sabedoria e conhecimento
  • Coragem
  • Amor e Humanidade
  • Justiça
  • Moderação
  • Espiritualidade e Transcendência

De forma geral, para aumentar o nível de felicidade, as pessoas precisam cultivar o maior número de virtudes possível. Em novos artigos, vou mostrar como fazer isso em detalhes. De forma geral, a idéia é buscar atividades nas quais estas virtudes possam ser exercidas. Se conseguir identificar quais são as suas virtudes mais desenvolvidas e focar nelas, é ainda melhor pois se torna algo mais natural e prazeroso.

Agora, um trecho do “Happiness Hipothesis” que concordo plenamente e é um bom complemento para esta listagem acima é o seguinte: A felicidade não é criada, ela nasce em um terreno fértil. A listagem de virtudes, contexto e genética representam o solo fértil. A felicidade não está em exercer e monitorar estes itens. A felicidade aparece quando você é convidado para discutir seu livro favorito com seu grupo de meditação. Ou, quando você participa de um jogo de futebol com os amigos no fim de semana. Ou, ainda quando você trabalha o fim de semana todo dando plantão no hospital e salva uma vida quando achava que estava tudo perdido.

Então, a fórmula da Felicidade é apenas um guia de como cultivar o terreno para que mais oportunidades de ser feliz apareçam na sua vida.

Biocentrismo e Física Quântica: Como a Vida Cria o Universo

“O Universo é uma manifestação da Vida, e não o inverso”. Essa é a afirmação central do Biocentrismo. Robert Lanza, Matej Pavsic e Bob German, um biólogo, um físico teórico e um astrônomo respectivamente, uniram seus conhecimentos para elaborar a obra mais recente (Jan 2023) sobre Biocentrismo: “The Grand Biocentric Design: How Life Creates Reality” (tradução livre: “O Grande Projeto do Biocentrismo: Como a Vida Cria a Realidade”). Infelizmente, não localizei uma versão em português desse livro.

Na física quântica, uma partícula só se torna real (colapsa em matéria) quando um observador a detecta. Parece incomum, mas no âmbito quântico, dominado por partículas infinitamente minúsculas que compõem átomos, as leis tradicionais da física não se aplicam.

O universo quântico é preenchido por ondas de energia. Analogamente, imagine jogar uma pedra num lago tranquilo. Ondas se formam e expandem em círculos em todas as direções a partir do ponto de impacto. Cada segmento desses círculos representa um estado potencial da partícula original no universo.

Transpondo essa ideia para o mundo visível, considere a imagem de uma pessoa caindo num campo de futebol. Imagine um círculo de 360 graus ao redor dessa pessoa. No próximo segundo, teríamos 360 versões distintas dessa pessoa, todas em ações e aparências diferentes. Conforme o tempo passa, essas “versões” se movem para frente, ampliando o círculo e gerando novas versões, cada uma distinta das já existentes, sem nunca haver duas cópias exatas.

Diante desse cenário, qual seria a “versão” verdadeira? Em termos mais técnicos, existe uma função de onda originada da partícula inicial. Quando um observador consciente surge, ocorre o colapso dessa função de onda, “criando” uma partícula real. Em outras palavras, ao observar uma das pessoas no campo, todas as outras “versões” desaparecem e somente a que você viu passa a existir.

Bom, a chave aqui é o observador “consciente”. Nunca achei nada nos livros de física quântica quanto a isso. Mas, a teoria que Lanza está querendo provar é de que é necessário um observador consciente para que a partícula saia do estado de energia e se transforme num pedacinho de matéria. Pra este texto funcionar, precisamos “aceitar” esta idéia, mar é importante deixar claro que isso ainda é somente uma teoria. Nada foi provado quanto a isso ainda.

Se essa ideia parece complexa, você não está sozinho. Até mesmo Einstein teve dificuldades para aceitar as leis da física quântica. Se isso lhe confunde, você está em excelente companhia.

Agora, vamos abordar o Biocentrismo. Algumas pistas que levaram ao desenvolvimento desta teoria incluem “coincidências” universais, como a Proporção Áurea, entre outros números que surgem frequentemente na natureza. Surpreendentemente, se esses números fossem ligeiramente diferentes, a vida como a conhecemos seria impossível.

Analisando essas e outras coincidências, a teoria do Biocentrismo foi proposta. Basicamente, ela afirma que um universo sem Observadores Conscientes não existiria. As ondas de energia do universo quântico jamais seriam incitadas a colapsar e formar matéria. Sem matéria, não haveria Universo.

Uma reflexão interessante para entender isso é:

“Imagine uma vasta floresta desprovida de qualquer vida consciente. Nenhum animal está presente, nem na floresta nem ao redor. Apenas árvores e vegetação. Agora, imagine que uma árvore gigantesca é atingida por um raio, seu tronco explode e cai. O raio, a explosão e a queda da árvore produzem algum som?”

E você, o que acha? Haveria som nessa situação?

Se você respondeu que sim, você não está sozinho. Essa é a resposta mais intuitiva. No entanto, o som é uma percepção biológica e consciente. A queda da árvore geraria um vasto deslocamento de ar, que se propagaria por quilômetros, podendo até afetar alguns galhos ao redor. Mas, sem um observador consciente para registrar a vibração do ar como “som” em seu cérebro, o som não existe.

A teoria do Biocentrismo ainda está em desenvolvimento, com os autores a cada ano adicionando mais embasamento teórico e experimentos. Eles buscam unificar a Física Quântica e as teorias da Física Clássica para criar um conjunto único de leis que possa descrever tanto o mundo quântico quanto o mundo visível. O “Observador Consciente” pode ser a chave para esta conexão.

Segundo o Biocentrismo, a vida cria o universo, pois a vida é o Observador Consciente. Portanto, se o universo existisse antes da vida, ele permaneceria em um estado infinito de onda e nunca se materializaria.

Passo 1: Por que ser Feliz ??

Bom, a idéia do #tofeliz é oferecer um conjunto de ferramentas para você responder a esta pergunta para você mesmo. Ou seja, cada pessoa tem seu próprio senso do que é ser feliz. Uma vez definida a resposta, vamos te mostrar como “medir” este sentimento e acompanhar sua evolução. Claro, sempre com o intuito de expandir seu nível de felicidade o máximo possível, com o passar do tempo.

Primeiro, por que é importante ser feliz?

Por que dedicar tempo e esforço para algo que é tão abstrato? Esta resposta vem do livro “Authentic Happiness: Using the New Positive Psychology to Realize Your Potential for Lasting Fulfillment” ( em português : “Felicidade autêntica: Use a psicologia positiva para alcançar todo seu potencial“, versão em Inglês ).

Barbara Fredickson, uma professora da universidade de Michigan, recebeu um prêmio por apresentar o melhor trabalho em Psicologia Positiva do ano 2000. No seu trabalho, ela estabeleceu diversos desafios, antes de cada desafio, um grupo de pessoas era estimulado com sentimentos positivos (ler revistas em quadrinhos, assistir vídeos engraçados, escutar musica feliz, etc.); o outro grupo recebia sentimentos infelizes (vídeos tristes, música de sofrência, etc.); e, o grupo final era o de base, onde as pessoas não tinham qualquer estímulo.

Os resultados foram incríveis. Ela conseguiu definir grupos de atividades em que pessoas felizes tem clara vantagem com relação às demais e, claro, atividades onde as pessoas felizes não se saem tão bem. Então, o ideal é encontrar o melhor humor pra cada situação.

Primeiro vamos falar de um caso onde a felicidade é um diferencial positivo. Você está aqui para ser feliz (se leu até agora, deve estar muito interessado 😁 ), então, em algum momento, você vai definir uma estratégia de como aumentar sua felicidade continuamente pelos próximos 6 meses (sim, vamos chegar lá, em mais alguns posts…). Então, você vai ter de pensar em suas Habilidades, Dificuldades, Ameaças e Oportunidades e montar uma tabelinha, mais ou menos como esta:

SWOTOportunidades
a. Muitas Ofertas de Trabalho
b. Muito Conteúdo sobre Felicidade disponível
Ameaças
a. Fazer muitas coisas ao mesmo tempo
b. Filha Adolescente
Forças
1. Focado
2. Tempo livre para projetos interessantes
3. Financeiramente estável
(1,b) Dedicar 1h por dia para aprender sobre felicidade
(2,a) Gerar conteúdo para o “tofeliz.com.br”
(3,b) Cuidado para não falir atendendo todas as vontades da filha
(a,1) Ser bastante seletivo quando a que projetos participar
Fraquezas
1. Introvertido
2. Sem muitos amigos
(1,b) Aprender o máximo possível sobre felicidade
(2,a) Escolher oportunidades de trabalho que permitam estabelecer relacionamentos interpessoais de qualidade
(1,a) Negar atividades que não estejam focadas no aumento do nível de felicidade atual
(2,b) Cultivar amizade com a filha sem ficar maluco
Exemplo de Tabela SWOT voltada para Felicidade

OK, não precisa se preocupar com os detalhes desta tabela neste momento. É uma tabela SWOT ( acrônimo em inglês para as palavras “Força”, “Fraqueza”, “Oportunidades” e “Ameaças). Por enquanto, basta saber que é uma ferramenta para elaboração de estratégias. Serve para visualizar características internas e externas, além de encontrar ações para mitigar ameaças e potencializar oportunidades. O cruzamento de cada linha indica uma ou mais ações para cada item das colunas e linhas principais.

Por exemplo, na célula do meio, temos : “(1,b) Dedicar 1h por dia para aprender sobre felicidade”, é uma ação direta, gerada a partir de uma força: “1.Focado” e uma Oportunidade : “b.Muito Conteúdo sobre Felicidade Disponível”. Ao se colocar luz no problema, 50% da solução aparece sozinha. Usei esta table para mostra que é uma atividade que requer criatividade. Você precisa imaginar o que é felicidade pra você, reconhecer suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. E, como se isso não fosse suficiente, tentar casar todos os elementos para propor ações. Não dá pra ser mais criativo que isso…

Então, as pesquisas da Dr. Barbara dizem que, se você for pra varanda, em um lugar com bastante sol, colocar uma música alegre de fundo e/ou passar alguns minutos assistindo vídeos engraçados no Instagram antes de começar a montar esta tabela, vai ter um trabalho muito mais fluido e com melhor resultado do que se estiver fazendo a mesma coisa fechado em um escritório, com roupas apertadas e escutando á uma rádio de notícias.

Agora, vamos ao outro lado, um situação em que felicidade demais acaba atrapalhando. Imagine que você tem um espaço de bem estar e precisa contratar profissionais para dar aulas de Yoga. Você recebe três currículos e precisa escolher, junto com seus sócios, um professor. Vai para o solário, coloca um mantra pra tocar, pega cada currículo e vai lendo em voz alta todas as qualidades listadas pelos candidatos. Algo como :

Nome : Hippie

“Passei 2 anos treinando Hatha Yoga com os mestres Indus em Bangalore”

“Voluntariei por 6 meses no Médico sem fronteiras em Israel”

“Criei uma nova técnica de Aromaterapia com resultados bastante promissores em pacientes com depressão”

Nome : Jobs

“Passei 3 anos na China, onde aprendi técnicas de Tai Chi Chuan”

“Recebi o prêmio de Professor de Yoga do ano de 2017 quando atuava em Rishikesh, na Índia”

“Organizo Retiros Motivacionais de alto nível para diversas empresas tais como Apple, Nubank e Google”

Nome : Hermógenes

“Professor de Yoga há 30 anos”

“Trouxe a Yoga para o Brasil”

“Diversos livros publicados sobre o assunto”

São todos candidatos fictícios. Dá pra ver que as experiência de todos são excelentes. Um melhor do que o outro! Temos exemplos de dedicação, disciplina, experiência, cuidado com o próximo, inovação, tudo que alguém poderia querer em um ser humano. Se você já tinha ficado feliz com o clima da reunião, lendo estas qualidades, ficou em êxtase 🤯.

Agora, quero ver se você e seus sócios conseguem escolher um dos candidatos!😳 Pessoas felizes acabam tendendo a ver sempre o lado positivo de tudo. Numa situação como esta, o mais provável é que a reunião dure a noite toda, os sócios vão acabar lembrando de cada aventura que tiveram desde a adolescência, vão comer queijos, tomar vinho, falar das próprias aventuras até a manhã seguinte. E, NÃO vão conseguir escolher um candidato. Na realidade, quando o foco está somente nas coisas boas é ativado no seu cérebro a área do “Ganha-Ganha”.

A felicidade é um indicador de que você está diante de uma oportunidade na qual não tem a chance de perder. Por um lado, é ótimo discutir o quão virtuosa uma pessoa pode ser quando comparada a outra. Seu cérebro entra em parafuso e pode ficar ali tagarelando por horas, sobre o quanto um é melhor do que outro, como foi legal quando vc fez algo parecido, etc. No entanto, sua capacidade de decisão fica comprometida. Como não tem jeito de você perder, você não consegue se decidir.

Num caso destes, para ser efetivo, seria melhor diminuir a empolgação, fazer a reunião em pé, com o ar condicionado desligado e tomando café amargo (supondo que você não gosta de café amargo😁). Deixe as qualidades de lado e dê uma olhadinha em suas falhas. Com certeza, a decisão sairá em minutos.

Chegar a conclusões como esta foi o que rendeu à Dr Barbara um prêmio de US$100.000,00.